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Comunicações e conferências

Somente apresentações cujo texto não foi ainda publicado. Para a lista completa, ver currículo Lattes.

• 2011
 
comunicação
apresentada na mesa redonda Textos hipocráticos, 16º Congresso Brasileiro de História da Medicina s, Ouro Preto, MG, 10 a 15 de novembro de 2011
• 2011
 
comunicação coordenada
apresentada em 18/10/2011 na sessão coordenada Quatro vezes Eurípides, XVIII Congresso Nacional de Estudos Clássicos s, Rio de Janeiro, RJ
• 2010
 
conferência
apresentada em 23/08/2010 durante o III Colóquio do Grupo de Estudos sobre o Teatro Antigo, FFLCH-USP, São Paulo, SP
• 2009
 
comunicação individual
apresentada em 22/09/2009 no XVII Congresso Nacional de Estudos Clássicos s, Natal, RN
• 2006
 
comunicação individual
apresentada entre 30/05 e 02/06/2006 na XXI Semana de Estudos Clássicos e IV Encontro de Iniciação Científica em Estudos Clássicos, promovidos pela Regional SE-2 da SBEC s em Araraquara, SP
• 2003
 
comunicação individual
apresentada em 18/09/2003 no XIV Congresso Nacional de Estudos Clássicos s, Pelotas, RS
• 2000
 
conferência
apresentada em 28/06/2000 ao PET do Departamento de Engenharia de Produção da UFSCar s, S. Carlos, SP


Os deuses na cena trágica

Resumo

A presença de divindades em cena, especialmente durante a representação de tragédias gregas, nada mais é do que uma variante dos enganos "por ilusão" descritos pelos poetas épicos. Tanto na épica quanto na tragédia grega a divina presença é uma concessão visual do deus, que precisa intervir nos assuntos humanos e para isso assume forma apreensível, embora nem sempre reconhecível, aos mortais de limitada visão.

Com esse pressuposto em vista, serão brevemente apresentados os métodos e convenções utilizadas pelos poetas trágicos, em geral inspirados na poesia épica, que possibilitam a presença física ou virtual das divindades em cena. A base desse panorama da representatividade dos deuses na cena trágica é constituído pelos dramas mais conhecidos de Ésquilo, Sófocles e Eurípides, notadamente As Bacantes de Eurípides. Por último, serão discutidos os Fr. 168 e 221-34 Radt de Ésquilo, atribuídos à tragédia perdida Sêmele, em que o autor apresenta a deusa Hera, transformada e disfarçada, interagindo no palco com os personagens humanos.


Conferência apresentada em 23 de agosto de 2010 durante o III Colóquio do Grupo de Estudos sobre o Teatro Antigo, FFLCH-USP, São Paulo, SP.

Três enganos na Alceste de Eurípides

Resumo

O engano, um dos temas de origem épica mais utilizado pelos poetas e prosadores clássicos, se apresenta de forma especialmente desenvolvida na obra de Sófocles e de Eurípides. Metade das tragédias de Sófocles e três quartos das tragédias de Eurípides conservadas têm, no enredo, pelo menos um tipo de engano.

No presente trabalho, parte de ampla pesquisa em andamento, serão discutidos os três enganos presentes na tragédia Alceste, de Eurípides. O primeiro deles ocorre na esfera divina; o segundo, na esfera humana; o terceiro permeia ambas as esferas.


Comunicação apresentada no XVII Congresso Nacional de Estudos Clássicos s, Natal (RN), em 22/09/2009.

As Ifigênias de Ésquilo e de Sófocles

Resumo

Os poetas trágicos atenienses do século -V construíram suas obras, via de regra, em torno de determinadas lendas e, muitas vezes, criaram tragédias baseadas no mesmo tema mítico. O mito de Ifigênia, vinculado a um tema mais amplo — o dos sacrifícios humanos — foi utilizado sucessivamente por Ésquilo, Sófocles e Eurípides. A Ifigênia em Áulis de Eurípides, que desfrutou de grande favor na Antiguidade, chegou integralmente até nós; as Ifigênias de Ésquilo e de Sófocles, por outro lado, sobrevivem em estado altamente fragmentário e têm sido, a despeito da precariedade do texto, objeto de reconstituições e interpretações um tanto fantasiosas.

Neste trabalho, os fragmentos das Ifigênias de Ésquilo e de Sófocles serão examinados de forma crítica e confrontados com as interpretações tradicionais.


Comunicação apresentada na XXI Semana de Estudos Clássicos e IV Encontro de Iniciação Científica em Estudos Clássicos, promovidos pela Regional SE-2 da SBEC s em Araraquara, SP, de 30 de maio a 2 de junho de 2006.

Considerações sobre a lenda de Ifigênia

Resumo

"Ifigênia", antiga divindade de natureza ctônica da Ática e da Beócia, estava já assimilada a Ártemis e a Hécate em tempos históricos. Uma das variantes mais conhecidas de sua lenda, porém, atestada no século VII a.C., mostra Ifigênia como uma simples mortal traiçoeiramente sacrificada a Ártemis pelo próprio pai a fim de que o exército grego pudesse navegar rumo a Tróia. Na versão de Eurípides, datada do final do século V a.C. (Ifigênia em Áulis, c. 405 a.C.) e que logo se tornou popular, Ifigênia seguiu voluntariamente para o sacrifício.

No presente trabalho serão apresentadas evidências iconográficas sugestivas de que essa versão pode ter se baseado em variantes bem mais antigas da lenda heróica.


Comunicação apresentada no XIV Congresso Nacional de Estudos Clássicos s, Pelotas (RS), em 18/09/2003.

Mito, religião e pensamento científico na Grécia Antiga

Introdução

Mito é uma narrativa maravilhosa com personagens sobre-humanos; pode ser apenas um relato fictício, uma história, ou então uma tentativa de explicar algum acontecimento ou fenômeno aparentemente inexplicável.

Religião é um sistema de crenças (geralmente míticas) e rituais (combinação de gestos, palavras e atitudes) através dos quais se procurava — e em nossos dias ainda se procura — algum tipo de relacionamento com as forças sobrenaturais (divindades).

A Ciência, por sua vez, é um conjunto de conhecimentos acerca do universo reunidos de forma sistemática e objetiva, de acordo com uma certa quantidade de regras que formam o "método científico":

  • observação (com o uso de instrumentos adequados);
  • hipótese (explicação provisória);
  • experimentação (teste da hipótese);
  • generalização (extensão das conclusões a outros fenômenos).
  • Mito e religião, de um lado, e ciência, de outro, são apenas diferentes formas do homem explicar o mundo em que vive, e de obter algum tipo de controle sobre as forças da natureza de que depende para sobreviver. Mas, enquanto o mito e a religião são formas pré-racionais de entendimento do universo, a ciência considera todos os fenômenos naturais e passíveis de abordagem racional.

    Na verdade, tanto a abordagem racional como a não-racional, isoladamente, descrevem de forma incompleta a Natureza [1]. Mesmo um cientista, por exemplo, ao contemplar uma paisagem, é capaz de descrever racionalmente as leis da Física envolvidas no fenômeno (como a refração e a difração da luz, entre outras), mas percebe a beleza da cena e suas cores de forma não-racional.

    Tópicos desenvolvidos

    1. rápido panorama da religião grega
    2. o mito como explicação do mundo
    3. os primórdios do pensamento científico

    Conferência apresentada em 28/06/2000 ao PET do Departamento de Engenharia de Produção da UFSCar s.

    O engano em cena: as tragédias de plano e fuga de Eurípides

    Resumo

    Nas tragédias de Eurípides caracterizadas por plano e fuga (i.e. Medeia, Ifigênia em Táuris, Helena e Orestes), os enganos preparados e executados em cena por Medeia, Ifigênia e Orestes, Helena e Menelau, Orestes e Electra, respectivamente, são estruturados pelo poeta como performances dentro da própria performance trágica. A análise dos principais elementos dessas enganosas cenas mostra que o planejamento, os recursos retóricos e a atuação no palco equiparam o enganador a um diretor-encenador que atua em sua própria peça, enquanto o papel do enganado pode ser melhor descrito como o de uma audiência moderna que, ao contrário da platéia grega, nem sempre faz ideia do que está realmente em jogo naquele momento.



    Comunicação coordenada apresentada em 18/10/2011 na sessão coordenada Quatro vezes Eurípides, XVIII Congresso Nacional de Estudos Clássicos s, Rio de Janeiro, RJ

    O tratado hipocrático sobre as hemorroidas

    Resumo

    Um dos menores, mais antigos e pouco estudados tratados hipocráticos, De haemorrhoidibus, transmite de forma didática os conhecimentos dos médicos gregos do Período Clássico sobre a etiologia, a fisiopatologia, o tratamento cirúrgico e o tratamento clínico das hemorroidas. Nesta oportunidade, serão comentados os principais elementos médicos do texto e seus reflexos na abordagem moderna dessa afecção.



    Comunicação apresentada em 13/11/2011 na Mesa Redonda Textos hipocrátics, 16º Congresso Brasileiro de História da Medicina s, Ouro Preto, MG

     
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