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Minicursos
• 2008
 
Araraquara (SP), 18-20/ago/2008, XXIII Semana de Estudos Clássicos da Regional SE-2 da SBEC s. 4h30min.
• 2006
 
Araraquara (SP), 31/05-02/06/2006, XXI Semana de Estudos Clássicos da Regional SE-2 da SBEC s. 4h30min.
• 2003
 
com Flávia R. Marqueti s
Araraquara (SP), 27-30 de maio de 2003, XVIII Semana de Estudos Clássicos da Regional SE-2 da SBEC s. 4h30min.
• 2002
 
Araraquara (SP), 21-24 de maio de 2002, XVII Semana de Estudos Clássicos da Regional SE-2 da SBEC s. 4 horas.
• 2001
 
Araraquara (SP), 29/05 a 01/06 de 2001, XVI Semana de Estudos Clássicos da Regional SE-2 da SBEC s. 4 horas
• 2000
 
com Flávia R. Marqueti s
Araraquara (SP), 3-6 de outubro de 2000, XV Semana de Estudos Clássicos da Regional SE-2 da SBEC s. 4 horas.
• 1999
 
Araraquara (SP), 4-7 de outubro de 1999, XII Congresso Nacional de Estudos Clássicos s. 4 horas.


Tragédias (quase) esquecidas: os fragmentos de Eurípides

Introdução

Dentre os numerosos dramas representados nos concursos atenienses durante os séculos VI-IV a.C., chegaram até nós de forma integral ou quase integral apenas 44 dramas atribuídos a Ésquilo, a Sófocles, a Eurípides e a Aristófanes pelos antigos. Outras tragédias, comédias e dramas satíricos subsistem apenas na forma de fragmentos de extensão e importância variável.

Objetivo

Familiarizar o aluno com o estudo dos fragmentos de Eurípides e com os métodos usuais de reconstituição das tragédias perdidas.

Plano:

  1. Breve história da transmissão dos textos completos e incompletos de Eurípides
  2. Visão geral dos fragmentos disponíveis: menções, hipóteses, listas de títulos, passagens citadas, cenas de vasos
  3. Título e tema das principais tragédias fragmentárias conhecidas
  4. Três tragédias euripidianas quase esquecidas: Palamedes, Belerofonte e Dânae.

Minicurso de 4h ministrado no XVIII Congresso Nacional de Estudos Clássicos (Rio de Janeiro, 17-21 de outubro de 2011.

Morfossintaxe elementar do grego antigo e suas fontes

Objetivo

Familiarizar não-helenistas com os elementos morfológicos e sintáticos mais característicos da língua grega antiga e com seu estudo em documentos literários e não-literários.

Plano:

  1. Breve história da língua grega
  2. Sons, sinais e morfologia básica do grego clássico
  3. Notas sobre a sintaxe grega no Período Clássico
  4. Silabários e alfabetos gregos anteriores ao Período Helenístico
  5. Fontes: inscrições silábicas e alfabéticas, papiros, pergaminhos, edições renascentistas e modernas dos textos gregos

Minicurso de 4h30min ministrado em Araraquara (SP), 18-20/ago/2008, na XXIII Semana de Estudos Clássicos da Regional SE-2 da SBEC.

O triângulo hipocrático

Ἡ τέχνη διὰ τριῶν, τὸ νούσημα, ὁ
νοσέων, καὶ ὁ ἰητρός· ὁ ἰητρὸς, ὑπηρέτης τῆς τέχνης·.
A arte médica tem três elementos: a doença, o
doente e o médico. O médico é um servidor da arte.


[Hipócrates], Epid. 1.2.5

Plano:

  1. Médicos e não médicos na Grécia Antiga
  2. O corpus hippocraticum
  3. O médico grego: formação e atuação
  4. Natureza e cultura na medicina grega
  5. O médico grego: ética?
  6. A saúde e a doença na Grécia Antiga

Comentários

Durante o curso foram apresentados diversas passagens dos textos hipocráticos, notadamente, e algumas imagens da arte antiga que ilustram os três pontos cardeais da medicina hipocrática. Foram discutidos: a natureza de médicos e não-médicos envolvidos na avaliação e tratamento de doentes na Grécia Antiga, a formação do médico "hipocrático", o impacto do corpus hippocraticum na Medicina Antiga e suas relações com a cultura antiga, os princípios que norteavam o comportamento do médico na sociedade e junto ao doente (a "ética" médica antiga) e, finalmente, alguns conceitos fundamentais sobre os mecanismos da doença na doutrina hipocrática.


Minicurso de 4h30min ministrado de 31 de maio a 02 de junho de 2006 em Araraquara (SP), na a XXI Semana de Estudos Clássicos da Regional SE-2 da SBEC.

Metamorfose e mito: da forma e seus limites

Introdução

Metamorfose, "mudança de forma", vem do verbo μεταμορφόω, "eu tranformo". Marca do sobrenatural, do maravilhoso e do fantástico, é um dos temas-chave da mitologia grega.

As principais fontes para o estudo das metamorfoses são os documentos iconográficos (cerâmica, relevos, mosaicos, etc.) e a literatura, especialmente a do Período Helenístico em diante. Em Homero, os relatos de metamorfoses são raros; em Hesíodo e Píndaro, um pouco mais frequentes; nos poetas trágicos, pouco mais de vinte relatos podem ser encontrados. Os principais autores tardios são Apolônio de Rodes (séc. -III), Eratóstenes (-275/-195), Nicandro (séc. -II), Ovídio (-43/17), Pseudo-Apolodoro (séc. II), Higino (séc. II), Antoninus Liberalis (séc. II-III) e Boios (Período Helenístico).

Plano do curso:

  1. As formas do desejo: Cronos, Zeus, Posídon, Deméter, Aqueloo.
  2. Punição e recompensa: Tirésias, Ácteon, Galatéia e Pigmalião, Atalanta, Circe.
  3. Mudança e fuga: Nereu, Proteu e Tétis; Dáfne, Siringe, Ifigênia, Tereu, Dioniso.
  4. A metamorfose consolatória: Níobe, Ciparisso, Galatéia e Ácis.
  5. Formas de engano: Héracles, Pasífae, ursas de Brauron e rapazes no culto a Ares, Prétides, Bacantes.
  6. A metamorfose como origem: os mirmidões, Deucalião e Pirra.
  7. As formas do sangue derramado: Jacinto, Adônis, Narciso, Átis.

Minicurso de 4h30min ministrado de 27 a 30 de maio de 2003 em Araraquara (SP), na a XVIII Semana de Estudos Clássicos da Regional SE-2 da SBEC s, juntamente com Flávia R. Marquetti s, da FCLAr-UNESP.

A antiga arte da cura

Introdução

Somente os gregos, de todos os povos que emergiram durante a Idade do Bronze do Mediterrâneo Oriental, foram capazes de desenvolver a arte da cura além do simples empirismo pré-racional e mágico que caracterizava culturas avançadas como a dos egípcios e mesopotâmios.

Foram apresentados e discutidos textos e imagens que ilustram a passagem, na Grécia Antiga, das terapias pré-racionais e míticas para os racionais métodos terapêuticos empregados pelos médicos hipocráticos.

Plano

  1. Mito e terapia: deuses médicos, heróis médicos e templos da cura.
  2. Filosofia e terapia: a teoria dos humores e o todo orgânico.
  3. A terapia hipocrática: o uso das plantas e outros tratamentos.

Minicurso de 4 horas ministrado de 21 a 24 de maio de 2002 em Araraquara (SP), na XVII Semana de Estudos Clássicos da Regional SE-2 da SBEC s.

Imagens que falam: iconografia dos deuses gregos

Introdução

No século -VIII, a partir do intensivo contato entre as comunidades gregas e a Sírio-Palestina, os artistas gregos começaram a desenvolver obras de arte centradas, notadamente, na figura humana e em temas mitológicos. Ao lado dos poemas do ciclo épico, as estátuas, os relevos e as cenas decorativas dos vasos de cerâmica são os principais testemunhos da riquíssima Mitologia Grega.

Plano do curso

  1. A iconografia da divindade masculina.
  2. Hermes, o mensageiro dos deuses.
  3. Zeus, rei/pai dos deuses e dos homens.
  4. Apolo, deus da profecia, da medicina e da música.
  5. Hefesto, o deus do fogo.
  6. Dioniso, o deus do vinho.
  7. Hélio, o deus-sol.
  8. Héracles, o herói-deus.

Minicurso de 4 horas ministrado de 29 de maio a 1 de junho de 2001 em Araraquara (SP), na XVI Semana de Estudos Clássicos da Regional SE-2 da SBEC s.

Aspectos do feminino na Mitologia Grega

Introdução

O mistério do feminino intriga o homem desde sua origem. Ora venerada como a Senhora absoluta, amada e temida, ora relegada a um segundo plano, em favor de um Deus Macho, a Deusa Mãe e seus desdobramentos conheceu, ao longo dos milênios, a glória e a repulsa, mas nunca a indiferença. [FRM]

Desde as mais remotas origens o mito grego apresenta o feminino como um reflexo importante de diversos aspectos da realidade. A evolução e os limites do papel da mulher na sociedade grega é visível especialmente nos relatos míticos, em trechos da poesia épica, lírica e trágica, e em obras de arte. [WARJ]

Plano do curso

  1. O feminino nos mitos primordiais. O feminino na Criação: Gaia, Titânides, Nereidas, Ninfas. A deusa-mãe e as divindades olímpicas: Deméter, Ártemis, Afrodite.
  2. O mito do feminino na literatura. A mulher dentro e fora de casa: Pandora e o Iambo das Mulheres de Semônides de Amorgos. Três visões do mito de Electra: Ésquilo, Sófocles e Eurípides.
  3. O feminino na ciência grega e na mitologia. Deusas, heroínas e mulheres da Medicina: Dione, Ártemis, Ilítia, Prócris. O feminino ultrajado: Pasífae, Hipólito, Narciso, Adônis.

Minicurso de 4 horas ministrado de 3 a 6 de outubro de 2000 em Araraquara (SP), na XV Semana de Estudos Clássicos da Regional SE-2 da SBEC s, juntamente com Flávia R. Marquetti s, da FCLAr-UNESP.

A Medicina Antiga até Hipócrates

Ementa:

  1. A medicina antes dos gregos. Evolução do conhecimento da doença e seu tratamento durante o Paleolítico, Neolítico, Idade do Bronze e do Ferro nas civilizações mediterrânicas, Egito e Oriente Médio.
  2. Fase mítica da Medicina grega. Deuses e heróis médicos, o culto a Asclépio, os templos da cura.
  3. Primórdios da medicina científica. Filósofos pré-socráticos, as escolas médicas do século V, Hipócrates de Cós e sua época.
  4. Corpus Hippocraticum. Visão panorâmica do corpus. A arte da medicina, a ética hipocrática. Análise sumária dos textos Juramento, Lei e Decoro. Breve introdução à medicina pós-hipocrática na Antiguidade.

Minicurso de 4h ministrado de 4 a 7 de outubro de 1999 em Araraquara (SP), na XI Reunião da SBEC (XII Congresso Nacional de Estudos Clássicos s).

 
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